Olá,
Em Julho/Agosto de 2008 recebi uma notícia que, de certa forma, me limitou a acção bloguista e, sem dar qualquer justificação, deixei de publicar as minhas opiniões. Faço-o agora, de consciência tranquila e com a certeza que não irá haver qualquer tipo de desinformação, uma vez que irei, como sempre, tratar os "bois pelos nomes"...
Preparei hoje mesmo uma carta que espero chegue ao Presidente da Mesa da Comissão Política de Secção Severense do PSD. Nessa carta vai o meu pedido de renúncia a todos os cargos que ocupo na estrutura local do PSD. Para esta decisão contribui a minha situação actual - vivo e trabalho em Amsterdão, Holanda - o que me impede, na prática, de poder dar o meu contributo. Se a isso juntarmos a quase certa impossibilidade de voto dos emigrantes, estamos conversados. Além disso estou a pensar em mudar a minha residência fiscal para o concelho de Valongo (distrito do Porto) e, consequentemente, deixarei de poder exercer o meu voto em Sever do Vouga. Aliás, a partir deste ano o recenceamento passou a ser automático o que quer dizer que, mais cedo ou mais tarde a Administração Fiscal fará o cruzamento de dados com a Administração Local e, em breve, muitos dos severenses que moram fora de Sever irão estar impedidos de votar em Sever. Isto trará, provavelmente, alguma verdade às eleições vindouras, uma vez que há uma grande quantidade de pessoas que votam em Sever sem lá morarem (isso poderá ser uma das explicações para este executivo estar lá há 20 anos e o concelho de Sever estar a regredir a passos largos).
Entretanto, penso que o meu último post não terá sido muito bem acolhido pela estrutura do partido. A ideia que lhe era subjacente era a óbvia união entre todos, especialmente entre o partido e os seus recentes dissidentes. Ao que sei, nem um lado nem outro encetaram negociações com vista a uma união, enfraquecendo, assim, as possibilidades de vitória nas próximas eleições. Apesar do lado dissidente ter, de alguma forma, demonstrado interesse nessa união, o lado institucional não teve a humildade suficiente para colocar o interesse mútuo acima das outras coisas e encetar as conversações com vista a uma potencial "fusão". Mais uma vez, o Dr. Manuel Soares - confirmadíssimo para mais uma "corrida" - irá ganhar, devido à distribuição dos votos pelas duas candidaturas vindas do mesmo lado... mais uma vez ganharão os do costume!
Com o meu afastamento, passo a ser apenas mais um Severense, perdido por esse mundo fora, com interesse em que a sua terrinha não fique ao abandono, o que é o mesmo que dizer que estarei atento e não hesitarei em dar a minha opinião, quando tal se revelar necessário.
Um abraço e até sempre
Quinta-feira, Janeiro 08, 2009
Terça-feira, Junho 03, 2008
O Meu PSD
Manifesto à união das bases em torno da verdadeira essência da Causa Pública
Amigos,
O tempo que estive sem escrever foi, para mim, tempo de reflexão. Vou tentar nos próximos parágrafos explanar, em jeito de manifesto, os meus pensamentos sobre aquilo que realmente interessa: colocar o Partido a funcionar em prol da comunidade!
Sá Carneiro dizia que "por muito que se tenha sido educado no descrédito da política, é-se forçado a reconhecer que quando se começa a tomar, em profundidade, consciência da nossa própria existência pessoal e das realidades que nos cercam, somos constantemente conduzidos a ela”. A minha própria existência pessoal, preenchida com inúmeros momentos de batalha política, à minha volta, levaram-me a cultivar um gosto pela causa comum, pelo sentido de criar algo que seja, ao mesmo tempo, motivador da consciência de sociedade e a espoleta para uma melhoria nas condições de vida das populações. Foi com esses valores que cresci em política e foi com essa missão que nela me envolvi.
Hoje, dou por mim embrulhado na decadência da causa pública. Já não se trata a política como algo que deve ser de todos e para todos, mas sim como uma espécie de escada do protagonismo em que os intervenientes se degladiam a todo o custo para ver quem chega primeiro ao ponto mais elevado onde se confunde o "Poder Fazer" com o poder ser.
A razão de ser dos Deuses, heróis e poetas é dar aos homens a porção de esperança e de ilusões sem a qual não podem existir. O político deverá almejar o estatuto de herói. Ele deve ser o herói das comunidades, dando-lhes a esperança necessária para que as mesmas acreditem que um futuro melhor é possivel.
O PSD de Sever degenerou numa casa em que, ano após ano, as ideias ocas vão-se desfalecendo e substituindo por novas ideias ocas. São demasiados anos sem um projecto político, sem um rumo, sem uma esperança motivadora... quem se revia no PSD antigamente já nada quer saber, já não se interessa e, pior que isso tudo, já não acredita!
É a falta dessa crença que nos leva ao estado actual das coisas. Uma Família, outrora unida, que agora luta para poder chegar ao estatuto que já teve e que perde a cada dia que passa. E perde porque não se sabe unir.
O Meu PSD é um partido onde se fundem um sem-número de ideais, de estilos, idades, credos, crenças, valores e motivações. É um partido que foi feito por todos e para todos. É o representante máximo dos ideais democráticos em que o voto do pobre é igual ao do rico e onde qualquer um, seja quem for, pode ser candidato a representante máximo da estrutura organizativa do Partido. É isso que nos une, mas também é isso que nos separa.
Os ideais foram substituidos pelos interesses e, consequentemente, a unidade foi substituida pela divisão. Só desta forma se compreendem os últimos acontecimentos dentro do partido. A validade democrática, expressa através do voto livre dos seus militantes - sejam eles novos ou velhos, fundadores ou recém-chegados, filiados ou refiliados - foi posta em causa. E é isto que nos destrói, mas terá que ser isto a unir-nos.
O PSD de Sever é muito mais do que os seus dirigentes actuais, muito mais que quem está por trás ou quem dá a cara, muito mais que quem trabalha ou quem se esqueceu das suas obrigações para com o Partido. Tudo isto é efémero, durará até às próximas eleições...
O PSD de Sever é sinónimo de Liberdade, Igualdade, União e Tolerância. O PSD somos Nós, as pessoas que giram em volta da sua comunidade, que a vivem e a desenvolvem num espírito de fraternidade e comunhão de princípios e valores. E é para elas que o PSD deve trabalhar. O PSD de Sever não é efémero e os seus ideais permanecem para a posteridade.
Mais importante que escolher os candidatos, é fundamental que se definam as regras, que se escolham as armas para a batalha que será a Eleição Autárquica de 2009. Não se trata de escolher as pessoas mais indicadas para o lugar certo - disso já o povo deu prova que não quer saber, porque acaba por achar que são todos iguais - é essa a sua consciência pessoal. Trata-se, apenas e só, da união de esforços para se criar um projecto para o Concelho de Sever do Vouga, que não seja efémero.
Para esse efeito todos são poucos. Todos - filiados ou não - são fundamentais para a estratégia que se quer que revolucione a forma de olharmos e vivermos a nossa comunidade. É aqui que o sino dobra em rebate. É altura de nos unirmos todos, especialmente aqueles que, por qualquer motivo, acharam que se deviam afastar. Somos todos Sociais Democratas e, como tal, temos a obrigação para com aqueles que confiaram e confiam em nós - a comunidade Severense - de dar o nosso melhor ao serviço do nosso Partido e da nossa gente!
Este "manifesto" vai no sentido da união em torno da causa pública. Mais do que o lugar ou poleiro, é importante pensar no futuro que, ganhemos ou perdamos, será igual para todos, todos ficarão a ganhar ou todos ficarão a perder.
Bem hajam!
Amigos,
O tempo que estive sem escrever foi, para mim, tempo de reflexão. Vou tentar nos próximos parágrafos explanar, em jeito de manifesto, os meus pensamentos sobre aquilo que realmente interessa: colocar o Partido a funcionar em prol da comunidade!
Sá Carneiro dizia que "por muito que se tenha sido educado no descrédito da política, é-se forçado a reconhecer que quando se começa a tomar, em profundidade, consciência da nossa própria existência pessoal e das realidades que nos cercam, somos constantemente conduzidos a ela”. A minha própria existência pessoal, preenchida com inúmeros momentos de batalha política, à minha volta, levaram-me a cultivar um gosto pela causa comum, pelo sentido de criar algo que seja, ao mesmo tempo, motivador da consciência de sociedade e a espoleta para uma melhoria nas condições de vida das populações. Foi com esses valores que cresci em política e foi com essa missão que nela me envolvi.
Hoje, dou por mim embrulhado na decadência da causa pública. Já não se trata a política como algo que deve ser de todos e para todos, mas sim como uma espécie de escada do protagonismo em que os intervenientes se degladiam a todo o custo para ver quem chega primeiro ao ponto mais elevado onde se confunde o "Poder Fazer" com o poder ser.
A razão de ser dos Deuses, heróis e poetas é dar aos homens a porção de esperança e de ilusões sem a qual não podem existir. O político deverá almejar o estatuto de herói. Ele deve ser o herói das comunidades, dando-lhes a esperança necessária para que as mesmas acreditem que um futuro melhor é possivel.
O PSD de Sever degenerou numa casa em que, ano após ano, as ideias ocas vão-se desfalecendo e substituindo por novas ideias ocas. São demasiados anos sem um projecto político, sem um rumo, sem uma esperança motivadora... quem se revia no PSD antigamente já nada quer saber, já não se interessa e, pior que isso tudo, já não acredita!
É a falta dessa crença que nos leva ao estado actual das coisas. Uma Família, outrora unida, que agora luta para poder chegar ao estatuto que já teve e que perde a cada dia que passa. E perde porque não se sabe unir.
O Meu PSD é um partido onde se fundem um sem-número de ideais, de estilos, idades, credos, crenças, valores e motivações. É um partido que foi feito por todos e para todos. É o representante máximo dos ideais democráticos em que o voto do pobre é igual ao do rico e onde qualquer um, seja quem for, pode ser candidato a representante máximo da estrutura organizativa do Partido. É isso que nos une, mas também é isso que nos separa.
Os ideais foram substituidos pelos interesses e, consequentemente, a unidade foi substituida pela divisão. Só desta forma se compreendem os últimos acontecimentos dentro do partido. A validade democrática, expressa através do voto livre dos seus militantes - sejam eles novos ou velhos, fundadores ou recém-chegados, filiados ou refiliados - foi posta em causa. E é isto que nos destrói, mas terá que ser isto a unir-nos.
O PSD de Sever é muito mais do que os seus dirigentes actuais, muito mais que quem está por trás ou quem dá a cara, muito mais que quem trabalha ou quem se esqueceu das suas obrigações para com o Partido. Tudo isto é efémero, durará até às próximas eleições...
O PSD de Sever é sinónimo de Liberdade, Igualdade, União e Tolerância. O PSD somos Nós, as pessoas que giram em volta da sua comunidade, que a vivem e a desenvolvem num espírito de fraternidade e comunhão de princípios e valores. E é para elas que o PSD deve trabalhar. O PSD de Sever não é efémero e os seus ideais permanecem para a posteridade.
Mais importante que escolher os candidatos, é fundamental que se definam as regras, que se escolham as armas para a batalha que será a Eleição Autárquica de 2009. Não se trata de escolher as pessoas mais indicadas para o lugar certo - disso já o povo deu prova que não quer saber, porque acaba por achar que são todos iguais - é essa a sua consciência pessoal. Trata-se, apenas e só, da união de esforços para se criar um projecto para o Concelho de Sever do Vouga, que não seja efémero.
Para esse efeito todos são poucos. Todos - filiados ou não - são fundamentais para a estratégia que se quer que revolucione a forma de olharmos e vivermos a nossa comunidade. É aqui que o sino dobra em rebate. É altura de nos unirmos todos, especialmente aqueles que, por qualquer motivo, acharam que se deviam afastar. Somos todos Sociais Democratas e, como tal, temos a obrigação para com aqueles que confiaram e confiam em nós - a comunidade Severense - de dar o nosso melhor ao serviço do nosso Partido e da nossa gente!
Este "manifesto" vai no sentido da união em torno da causa pública. Mais do que o lugar ou poleiro, é importante pensar no futuro que, ganhemos ou perdamos, será igual para todos, todos ficarão a ganhar ou todos ficarão a perder.
Bem hajam!
Quarta-feira, Janeiro 02, 2008
Feliz Ano Novo!
Olá,
Este é o primeiro post do ano de 2008 que, espero, venha a ser profícuo em novidades da política severense.
O Beira-Vouga não poderia ter escolhido melhor capa para acabar o ano de 2007. Aqui estão alguns dos rostos, eleitos democraticamente, e que estarão disponíveis para encontrar soluções de mudança para o Concelho, que tanto precisa.
Aproveito este post para dar o meu apoio solidário ao Editor do Beira Vouga, Lino Vinhal. O editorial do dia 4 de Junho de 2007, confesso, arrepiou-me. O título é "Resistir é a palavra de ordem" - estranhamente não sei o que pensar dele (do título) - imediatamente veio-me à cabeça a possibilidade de o Beira Vouga estar perto da extinção e, aí, assustei-me. Após leitura do texto, verifico o cuidado que o editor teve na escrita - a minha vénia merecida - conseguindo dar uma imagem profundamente diferente daquilo que eu tinha em mente acerca do editor deste jornal regional. Ao mesmo tempo, fico com a impressão que ele não disse tudo. Nota-se nas entrelinhas que existem algumas feridas por curar de alguns embates antigos e quiçá, algum cansaço de tantos pedidos de apoio acumulados ao longo dos 46 anos de história.
Sinceramente, nunca fui muito a favor de peditórios. Acho que só o simples facto de o editor de um jornal único como é o Beira Vouga ter que pedir para poder continuar a dar o que melhor sabe - as notícias da região - incomoda-me. Pergunto-me eu porque é que isto tem que acontecer? Quem é que ganha com este tipo de dificuldades? Será que este editorial foi alguma promessa para poder receber apoios? Nem quero pensar, sequer, nessa possibilidade, mas acho que só ganha com este tipo de coisas quem está no poder, isto é, quem impede que se melhore a vida destas instituições que, apesar de privadas, efectuam um inegável serviço público.
Deixo aqui o link para que possam desfrutar do editorial da mesma forma que eu.
Preparei, também, um abaixo-assinado que visa o reforço do um aumento de apoio institucional ao Beira Vouga que, se tudo correr bem, farei por apresentar nas instâncias devidas, num futuro que se pretende breve. Conto com a participação de todos e irei tentar divulgá-lo por e-mail. Tomei a liberdade de citar parte do editorial de Lino Vinhal. A todos peço que reenviem para que a onda de choque seja generalizada e se faça, efectivamente, alguma coisa pelo jornal que, apesar de tudo, é de todos nós!
Um grande abraço e votos de um excelente ano de 2008.
Este é o primeiro post do ano de 2008 que, espero, venha a ser profícuo em novidades da política severense.
O Beira-Vouga não poderia ter escolhido melhor capa para acabar o ano de 2007. Aqui estão alguns dos rostos, eleitos democraticamente, e que estarão disponíveis para encontrar soluções de mudança para o Concelho, que tanto precisa.
Aproveito este post para dar o meu apoio solidário ao Editor do Beira Vouga, Lino Vinhal. O editorial do dia 4 de Junho de 2007, confesso, arrepiou-me. O título é "Resistir é a palavra de ordem" - estranhamente não sei o que pensar dele (do título) - imediatamente veio-me à cabeça a possibilidade de o Beira Vouga estar perto da extinção e, aí, assustei-me. Após leitura do texto, verifico o cuidado que o editor teve na escrita - a minha vénia merecida - conseguindo dar uma imagem profundamente diferente daquilo que eu tinha em mente acerca do editor deste jornal regional. Ao mesmo tempo, fico com a impressão que ele não disse tudo. Nota-se nas entrelinhas que existem algumas feridas por curar de alguns embates antigos e quiçá, algum cansaço de tantos pedidos de apoio acumulados ao longo dos 46 anos de história.
Sinceramente, nunca fui muito a favor de peditórios. Acho que só o simples facto de o editor de um jornal único como é o Beira Vouga ter que pedir para poder continuar a dar o que melhor sabe - as notícias da região - incomoda-me. Pergunto-me eu porque é que isto tem que acontecer? Quem é que ganha com este tipo de dificuldades? Será que este editorial foi alguma promessa para poder receber apoios? Nem quero pensar, sequer, nessa possibilidade, mas acho que só ganha com este tipo de coisas quem está no poder, isto é, quem impede que se melhore a vida destas instituições que, apesar de privadas, efectuam um inegável serviço público.
Deixo aqui o link para que possam desfrutar do editorial da mesma forma que eu.
Preparei, também, um abaixo-assinado que visa o reforço do um aumento de apoio institucional ao Beira Vouga que, se tudo correr bem, farei por apresentar nas instâncias devidas, num futuro que se pretende breve. Conto com a participação de todos e irei tentar divulgá-lo por e-mail. Tomei a liberdade de citar parte do editorial de Lino Vinhal. A todos peço que reenviem para que a onda de choque seja generalizada e se faça, efectivamente, alguma coisa pelo jornal que, apesar de tudo, é de todos nós!
Um grande abraço e votos de um excelente ano de 2008.
Segunda-feira, Dezembro 24, 2007
Segunda-feira, Dezembro 17, 2007
“Boa noite meus Senhores… ganhou a Lista B!”
E foi assim que todos ficámos a conhecer o resultado de mais um acto eleitoral para a concelhia do PSD, em Sever do Vouga. Foram três semanas de muito trabalho, dos dois lados da contenda, para convencer todos os militantes na defesa de cada proposta. A lista B, encabeçada pelo António Ferreira ganhou e representa, assim, o virar de mais uma página da vida do PSD local.
Chega, então, ao fim mais um ciclo de um mandato que falou muito, trabalhou muito, mas, infelizmente, foi inconsequente no combate político municipal. Nesse campo foi pouco o que se ganhou e provavelmente mais o que se perdeu em termos de credibilidade.
Relembro as repetidas vezes que ouvimos estórias sobre ilegalidades e compadrios promovidos pelo actual executivo camarário e que seriam todas postas a nu, mas não se chegou a lado nenhum. Agora vejo o quão inocentes fomos todos durante este tempo em que fomos acreditando na via mais fácil de vencer - na secretaria. Supostamente uma entidade superior teria acesso a informação muito importante que, a ser revelada, faria cair em desgraça quem orientava os destinos desta vila. Esta pólvora seca durou alguns anos mas acabou por ter um fim nesta eleição dramática. Apesar de tudo, muitos dos que foram às urnas ainda acreditavam que os cartuchos não eram vazios e que, no fundo, algo permanecia escondido e viria, mais cedo ou mais tarde, à tona.
Se no combate político municipal o PSD saiu claramente derrotado, na política interna saiu vencedor. A equipa agora deposta foi, sem dúvida, a grande dinamizadora do partido nos ultimos anos e tentou sempre, sob a égide PSD, fomentar iniciativas que, quem sabe, poderão trazer alguns votos no futuro. Cabe agora à nova equipa "manter a chama acesa" para definitivamente potenciar o que já foi feito. A tarefa reservada a quem agora sai é a de manter a dinamização que iniciaram e ninguém quer que aconteça o que acontece sempre, ou seja, quem perde prá concelhia vai dar a mão ao adversário!
Quanto às eleições propriamente ditas, foram quatro os votos que separaram as duas listas – 77 votos a favor da Lista A, 81 a elegerem a Lista B. Dos 178 inscritos nos cadernos eleitorais com direito a voto, 161 foram às urnas, o que dá uma indiscutível e poderosa legitimidade a quem ganhou.
Não me lembro de haver uma participação tão intensa. Estes 90,45% de votantes mostram a força que há no partido. Basta agitar um pouco as águas e as pessoas aparecem e participam. Estão de parabéns todos os militantes (sem excepção) e está de parabéns o PSD Severense.
Agora começa o desafio mais importante do partido dos últimos anos. Deve aqui iniciar-se uma campanha que deverá ter como epílogo a vitória nas eleições autárquicas de 2009. Nestes quase dois anos que faltam, o PSD deverá ser capaz de dinamizar os Severenses para o interesse da alternância democrática sob pena de nos continuarmos a afundar nas estatísticas e mantermo-nos, para sempre, de mão dada com a desertificação que será inevitável se mantivermos o estado actual das coisas. A gestão municipal tem que ser exercida todos os dias e não só a pensar na maquilhagem para emigrante ver!
Abraço
Chega, então, ao fim mais um ciclo de um mandato que falou muito, trabalhou muito, mas, infelizmente, foi inconsequente no combate político municipal. Nesse campo foi pouco o que se ganhou e provavelmente mais o que se perdeu em termos de credibilidade.
Relembro as repetidas vezes que ouvimos estórias sobre ilegalidades e compadrios promovidos pelo actual executivo camarário e que seriam todas postas a nu, mas não se chegou a lado nenhum. Agora vejo o quão inocentes fomos todos durante este tempo em que fomos acreditando na via mais fácil de vencer - na secretaria. Supostamente uma entidade superior teria acesso a informação muito importante que, a ser revelada, faria cair em desgraça quem orientava os destinos desta vila. Esta pólvora seca durou alguns anos mas acabou por ter um fim nesta eleição dramática. Apesar de tudo, muitos dos que foram às urnas ainda acreditavam que os cartuchos não eram vazios e que, no fundo, algo permanecia escondido e viria, mais cedo ou mais tarde, à tona.
Se no combate político municipal o PSD saiu claramente derrotado, na política interna saiu vencedor. A equipa agora deposta foi, sem dúvida, a grande dinamizadora do partido nos ultimos anos e tentou sempre, sob a égide PSD, fomentar iniciativas que, quem sabe, poderão trazer alguns votos no futuro. Cabe agora à nova equipa "manter a chama acesa" para definitivamente potenciar o que já foi feito. A tarefa reservada a quem agora sai é a de manter a dinamização que iniciaram e ninguém quer que aconteça o que acontece sempre, ou seja, quem perde prá concelhia vai dar a mão ao adversário!
Quanto às eleições propriamente ditas, foram quatro os votos que separaram as duas listas – 77 votos a favor da Lista A, 81 a elegerem a Lista B. Dos 178 inscritos nos cadernos eleitorais com direito a voto, 161 foram às urnas, o que dá uma indiscutível e poderosa legitimidade a quem ganhou.
Não me lembro de haver uma participação tão intensa. Estes 90,45% de votantes mostram a força que há no partido. Basta agitar um pouco as águas e as pessoas aparecem e participam. Estão de parabéns todos os militantes (sem excepção) e está de parabéns o PSD Severense.
Agora começa o desafio mais importante do partido dos últimos anos. Deve aqui iniciar-se uma campanha que deverá ter como epílogo a vitória nas eleições autárquicas de 2009. Nestes quase dois anos que faltam, o PSD deverá ser capaz de dinamizar os Severenses para o interesse da alternância democrática sob pena de nos continuarmos a afundar nas estatísticas e mantermo-nos, para sempre, de mão dada com a desertificação que será inevitável se mantivermos o estado actual das coisas. A gestão municipal tem que ser exercida todos os dias e não só a pensar na maquilhagem para emigrante ver!
Abraço
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